terça-feira, 31 de maio de 2011

Feira do Livro, Lisboa

Há duas semanas atrás estivemos na Feira do Livro em Lisboa, fizemos alguns gelados com azoto líquido e até se cantou!

Aqui fica a reportagem,


terça-feira, 17 de maio de 2011

Menu do FMI (17/05/11)

E prontos! o que quase ninguém queria aconteceu. Chegaram os malandros do FMI. O FMI está para Portugal como a polícia para os portugueses: são sempre os maus da fita apesar de serem pagos para nos proteger.
Se formos a Coimbra, no meio universitário, o caloiro está acima de polícia e abaixo de cão! Mas não são apenas os pinguins (nome carinhoso que eu chamo aos cretinos universitários vestidos de preto e de pandeireta a cantar bêbados pelas ruas) que insultam os monas.
Quantas vezes não cantámos no Bairro Alto "a bófia não manda aqui!"?
Nem quero começar a falar dos barbudos vermelhos. Esses anarquistas do bloco que rabiscam os muros das nossas cidades a dizer: "quem nos protege da polícia?" Uma das razões que a criminalidade tem aumentado é porque a monaria não pode espancar os delinquentes como antigamente. Bons tempos onde a investigação da judite demorava apenas duas horas e quase todos os interrogados caiam das escadas. Mania que a Judiciária tinha, de colocar as salas de interrogatório na cave... Actualmente devem ter mudado para o rés-do-chão pois já saem de lá todos inteiros e a investigação demora meses. A Maddie já tinha sido encontrada se os xibos pudessem arrear os energúmenos como antigamente.
"...mas, taberneiro, a polícia espanca-nos quando bebemos!", aí estou convosco. Beber vinho deveria originar um cartão de imunidade. Tipo um passe de corredor, que nos permite sair das aulas e andar nos corredores, para mostrar aos professores. Em cada taberna havia um carimbo. Uma pessoa era parada pela polícia e mostrava o carimbo. O chui ficava orgulhoso com as duas garrafas de tintol ingeridas e dizia: "Parabéns, com duas garrafas no bucho e só vai na faixa errada!"
Já percebi também o porquê deste ódio à bófia. Desde pequenos, subliminarmente, somos minados com mensagens anti-xibo. "Pai, posso ir à frente no carro? - Não, olha a polícia". "mamã, não quero comer mais. - Olha que vem aí o polícia para te prender". "mamã, posso ir brincar no balouço um bocadinho. - não, que são horas de jantar e a polícia aparece aí daqui a pouco para fechar o parque."

Enfim, vamos deixar de culpar a polícia porque nos castiga quando fazemos asneira. Andámos durante anos a comprar BMW, férias no Brasil, fechar varandas com marquises, etc. Segredo para expulsar os chulos (nome carinhoso que chamo aos "fatos" do FMI): Comprar produtos nacionais e jantar na 2780 taberna. Jantar noutros restaurantes não é mau, mas na taberna ajuda mais a crise (principalmente a minha!).




- Queijo grelhado c/ compota de Goiaba e Cenoura e Melaço de Cana

- Terrina de Sardinha, com Pimento, tomate, Broa e Batata-Doce.

- Parpadelle Fresco de Tinta de Choco, Pescada Fresca em Sous-Vide e molho de camarão.

- Pêtit-Gateau de Mandioca, costela de Vitela e molho de Tamarindo

- Parfait de Chocolate Branco, Côco e Amêndoa com sorbet de Morango

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Fado Tropical

Há uma coisa que não percebo nos Brasileiros: porque é que insistem em vir para Portugal quando o país deles está a crescer, vai ter os jogos olímpicos e até o mundial. Claramente é o lugar para estar. O facto de continuarem a estar entre nós mostra porque foram tão facilmente colonizados por um povo que prefere enjoar no mar a trabalhar em terra.
Há no entanto uma razão óbvia para tantos "zucas" quererem trabalhar na taberna. Eles perceberam que este local, mais que uma escola, é uma rampa de lançamento.
Ora reparem:

André Cordeiro - Actualmente sous chef executivo da Maison Denmark nos Champs Elisées.
Joana Xardoné - Mestre pasteleira em Barcelona.
Francisco Magalhães - Sous chef no Zestro, Barcelona
João Pupo - Chef do Bull, Porto

e finalmente Francisco Bordalo, uma das mais proeminentes figuras do relacionamento público dominando a noite da linha do estoril, com as suas presenças no Jezzbel.

Por estarmos cheios de índios (nome carinhoso que chamo à população do Brasil, pois se não fossemos nós, ainda andavam a atirar bocadinhos de papel com as suas zarabatanas, a sapos coloridos, como os putos da primária) decidimos fazer uma fusão entre a gastronomia do Brasil e de Portugal.

O resultado é um Fado Tropical. Felizmente, trouxeram alguma alegria ao Fado.


- Sopa tépida de Mandioca com sonho recheado de sapateira

- Pastel de Queijo de Ovelha com tâmara, damasco e cebola roxa

- Pescada nº 56, com carolino de coentros e Bulhão Pato

- Cupim a baixa temperatura, com Rosti de batata e presunto de Montalegre

- Rim de Chocolate, Ganache de Gianduja, creme de café e gelado de banana caramelizada