terça-feira, 27 de abril de 2010

Menu de dia 4 em diante e jantar com prova de espumantes da Quinta do Ortigão

Na próxima quarta dia 5 de Maio vamos voltar aos nossos jantares vínicos. Como estamos fartos de vinhos e de calor decidimos fazer uma prova de espumantes da Quinta do Ortigão em Anadia. Ainda estamos a acabar e acertar o menu que será o dos próximos 15 dias e que vai ter os seguintes pratos:


- Espuma de cabra, tomates em manjericão
- Tártaro de salmão com o nosso pão de cerveja Guinness
- Pança de porco com aipo, uvas tintas e ar de Bruto Ortigão
- Gaspacho de Tinto Ortigão e morango, frutas vermelhas, pudim de erva príncipe e espuma de côco


Vamos servir os seguintes espumantes:


Vinho Espumante Branco Bruto Natural - Arinto, Bical, Cerceal
Vinho Espumante Branco de Qualidade - Reserva - Arinto 50%, Bical 25% e Chardonnay 25 %
Vinho Espumante Baga - 100% Baga
Vinho Espumante Tinto - Touriga Nacional 50% e Baga 50%
Vinho Espumante Rosé Charming - Baga 70% e 30% de Touriga Nacional


O preço será de 35€ por pessoa e o jantar começa às 20.30 e terá a presença do enólogo e produtor da Quinta do Ortigão.





quarta-feira, 21 de abril de 2010

Serros da Mina e Paulo Domingos


Serros da Mina,

Este é um vinho que há muito temos na Taberna, aliás já tivemos pelo menos duas colheitas 05 e 06, mais elucidativo do sucesso que este vinho por aqui tem que isto, é difícil.

Para muitos de vós, Taberneiros, este vinho não deve ser novidade, aliás se já nos visitaram na Taberna mais que uma vez, e se têm um daqueles amigos que é fanático por vinhos vindos do Além-Tejo, a probabilidade de o já o terem bebido é muita, e provavelmente quando voltaram pediram-no novamente!

O Serros da Mina tinto, é o que a maioria de vós procura quando pede um vinho do Alentejo, tem corpo, tem muita fruta, breve sensação alcoólica e muito suave (ou como se diz no eno-dicionário, taninos arredondados!).

Por fim, o preço é justo e acessível!

Agora para comprovar o vosso bom-gosto o 'Serros da Mina' acaba de ser galardoado com medalha de Ouro na XII Edição do Concurso Mundial de Vinhos “Wine Masters Challenge 2010''!

Quem nos entrega este vinho é o 'Paulo Domingos', que é um porreiro, e que agora acaba de lançar o seu novo site! Lá podem ver o portfólio de vinhos, comprar, esclarecer dúvidas...

Ainda está em desenvolvimento, mas aqui fica o link: http://www.paulodomingos.com

Qualquer dúvida falem connosco (os contactos estão mesmo ali ao lado!)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Menu Magalhães


O Menu desta semana é da responsabilidade do Chefe Francisco Magalhães. Esteve a estagiar na Taberna e portou-se tão bem que mereceu elaborar este menu.

Entre outros vamos ter uma sopa de milho insuflado, um ceviche, uns filetes de polvo com carolino do mesmo, umas espetadas de borrego e para acabar a nossa versão da tarte de limão merengada. Grande Francisco e muito obrigado.

terça-feira, 13 de abril de 2010

A Taberna no Peixe em Lisboa 2010

Depois das duas edições do Peixe em Santo Amaro recebemos um convite para o Peixe em Lisboa. Levámos a nossa Caldeirada Taberneira e o Choco Frito à 2780. Ainda lançámos o conceito da Baixa Cozinha.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Obrigado Rui Barradas, pelas palavras

Grande Rui,

Obrigado por entrares no espírito. Aqui vai uma crónica que encontrei na net sobre nós e sobre o Livro.


"A primeira vez que ouvi falar da 2780 Taberna foi a partir da edição do livro de receitas do restaurante que aconteceu no mês de Dezembro. O livro intitula-se o 2780 Taberna - Cozinha Experimental e confesso que a minha primeira impressão foi achar tudo um pouco pretensioso. De onde que estes gajos apareceram para andarem aqui a fazer livros de culinária?

No Natal ofereceram-me o livro e após uma rápida vista de olhos fiquei agradavelmente surpreendido. O aspecto gráfico do livro era interessante e as receitas também. Percebi que aquilo que tomei por preciosismo não era mais do que humor e ironia, coisa nada comum num livro de culinária.

Isto despertou-me algum interesse em conhecer o restaurante que deu origem a este livro e à alguns dias tive a oportunidade de lá ir.

Aberto de 3ª a Sábado apenas ao jantar a dimensão da sala (7 mesas de 4 lugares) torna a reserva quase obrigatória. Á 6ª e ao Sábado há mesmo uma politica de 2 turnos de reservas (20h-22h e 22h30-0h30). A ementa têm exactamente 1 opção... Um menú fixo de 6 pratos que muda a cada 2 semanas. O preço também é fixo: 24,50€. É comer e calar... Mas pode-se escolher o vinho de uma selecção não muito grande mas que parece ser criteriosa priveligiando boas relações qualidade/preço incluíndo algumas opções a copo.

Os pratos têm por base sabores tradicionais com variações e inovações fazendo uso de técnicas da chamada cozinha molecular. A cozinha molecular é por vezes vista com desconfiança pois pode ser considerada como um puro exercicio técnico sem qualquer alma. E é verdade que alguns chefes menos experientes ou competentes podem cometer o erro de sobrevalorizar a técnica em relação à alma. Mas cozinha molecular deve ser vista como um conjunto de técnicas ao serviço dos chefes que podem ajudar à preservação e intensificação dos aromas e sabores dando-lhes formas e texturas novas.

O serviço é informal e descomplicado sem deixar de ser agradável e correcto. O normal será sermos servidos por alguém com uma t-shirt com a frase "Carapau de Corrida" ou "Comes e Calas". Quem não for benfiquista e seja mais impressionável deverá ter algum cuidado e consultar a ementa previamente no blog ou poderá ter azar e ter de comer o Bombom Valdo, o Peito de Pato à Yebda ou o Eusébio...

Eu não conheço mais nenhum restaurante na área de Lisboa que sirva um menú de 6 pratos com este nível de qualidade a este preço e a 2780 Taberna será uma paragem obrigatória para quem queira ter uma experiencia gourmet por um preço relativamente acessível."

http://www.facebook.com/notes/rui-barradas-pereira/2780-taberna/309827047530

sábado, 3 de abril de 2010

Páscoa

Apesar de ateus fizemos umas amêndoas. Mas em vez de açúcar, utilizamos iogurte de amêndoa.

Boa Páscoa

Menu Peixe em St Amaro 3 - Brasil País convidado

Pelo terceiro ano consecutivo vamos fazer o peixe em St. Amaro. Por incrível coincidência, os alfacinhas imitam-nos pela 3ª vez e fazem o Peixe em Lisboa.  Se acham que as imitações ficam por aqui, estão enganados. Como temos um cozinheiro brasileiro decidimos fazer um menu com influências da nossa ex-colónia da América do Sul, mas os lisboetas, sempre com um espião aqui por estas bandas, vão convidar vários chefs brasileiros e dedicar o Peixe em Lisboa ao Brasil.
Mas este ano há uma diferença considerável no Peixe em Lisboa. E para melhor. Muito melhor, que faz deste o melhor Peixe em Lisboa de sempre. Fomos convidados para ir lá dar um workshop e mostrar o que andamos a fazer aqui na taberna.
Sabemos bem porque este ano fazemos parte do Peixe em Lisboa. Estamos há mais de 1 ano a pedir à organização, tentamos meter cunhas mas não funcionou, mas depois de chatearmos, implorarmos e nos humilharmos lá conseguimos e vamos mostrar aos alfacinhas como se faz uma caldeirada taberneira.

O menu já está feito e é este:

Rabada com pastel de feira - sopa de rabo de boi com pastel do mesmo e geleia de pimentas
Arrumadinho - feijão frade refogado, farofa, salada e enchidos vários
Ensopado de polvo com coco, mandioca frita
Filete de espada preto com escama de amendoim, estufado de quiabos e batata doce, ar de maracujá
Churrasco de Cupim, banana frita, chips de batata e molho de passa de cajú
Sobremesa: Pannacota de cupuaçu, compota de açai

Maria de Lourdes Modesto III (jornal i)

O programa "Culinária" esteve 12 anos no ar. "Acabava sempre da mesma maneira, com um sorriso perfeitamente idiota: 'muito boa noite. Obrigada pela atenção que me dispensaram'. Depois ficava pendurada à espera que me tirassem do ar", ri. "Logo a seguir diziam-me, 'Srª Dª Maria de Lourdes, tem 14 chamadas em linha."

Mandavam-lhe aventais, penteadores, sapatinhos de dormir feitos à mão e até taças e conchas de prata. As cartas chegavam às centenas. Algumas eram de amor. A maior parte continha dúvidas e pedidos de receitas. Também lhe perguntavam onde comprara a roupa. Uma camisa de padrão leopardo vinda de Paris entusiasmou as portuguesas. A cozinheira seguia as tendências da moda. Se por cá diziam que era "exótica", em França, chamavam-lhe "a rapariga do ano seguinte", conta. "Nunca me achei bonita."

O mais difícil passava-se nos bastidores. "Sofríamos uma grande pressão", explica. Um director da RTP gostava de lhe dizer, "a senhora lembre-se, cada minuto que está no ar são 60 contos". Assinava um contrato por programa, sem garantias de estar de volta ao ecrã na semana seguinte. Um ministro do Estado Novo chamou-lhe "inimiga número um da cozinha portuguesa", por fazer pratos franceses. E o público também reclamava. O pior foi que quando decidiu fazer uma receita tradicional: não era assim, responderam os espectadores em coro. Cada família sua receita, já se sabe. Em 1960, resolveu o problema com um concurso de receitas, uma região por programa. Choveram cartas de todo o país.

A pesquisa durou 20 anos, incluindo idas a casas de espectadoras, como uma mulher que vivia na Av. Infante Santo, em Lisboa e queria ensinar-lhe a fazer papas de moado, um doce com sangue de porco.